Equipamentos de carbonização

Forno de carbonização de carvão vegetal

O forno de carbonização de carvão vegetal é um equipamento ecológico que transforma matérias-primas de biomassa (como madeira, palha e outros) em carvão vegetal, um combustível limpo, por meio de pirólise em alta temperatura em condições anaeróbicas.

Equipamentos Principais

Forno de carbonização horizontal

Forno de carbonização vertical

Forno de carbonização de cavacos de madeiraurnace

Processo de produção do forno de carbonização

O processo de operação do forno de carbonização é a etapa principal para transformar biomassa em carvão vegetal. Ele divide-se em três fases: preparo da matéria-prima, carbonização em alta temperatura, resfriamento e descarga. Primeiro, matérias-primas como cavacos de madeira, toras, casca de coco e briquetes prensados de alta densidade são acomodadas ou alimentadas no forno por meio de esteira transportadora. Em seguida, no interior do forno vedado e sem oxigênio, o aquecimento externo faz com que o material percorra quatro zonas de temperatura: secagem, pré-carbonização, carbonização e calcinação. Nesse trajeto, são liberados umidade, vinagre de madeira, alcatrão de madeira e gases combustíveis, até que o material se transforme em carvão vegetal.

O forno de carbonização é o equipamento principal da linha de produção de carvão vegetal, responsável pela pirólise da biomassa em carvão de alta qualidade em ambiente com baixa concentração de oxigênio. A seguir, detalhamos todo o processo de operação do forno de carbonização de carvão, incluindo os tipos de matérias-primas e o fluxo completo de produção.

I. Tipos de matérias-primas processáveis
O forno de carbonização aceita uma ampla variedade de materiais. Praticamente todos os resíduos agroflorestais ricos em celulose podem ser utilizados. Conforme o formato, são classificados da seguinte forma:

Resíduos florestais: Galhos, serragem, aparas de madeira, casca de árvore, aparas de bambu, folhas secas, retalhos de madeira.

Palhas agrícolas: Talos de milho, talos de sorgo, talos de algodão, talos de feijão, ramas de batata-doce, palha de arroz.

Cascas e polpas de frutos: Casca de amendoim, casca de arroz, casca de girassol, casca de coco, borra de café, casca de palmeira.

Resíduos de processamento: Bagaço de destilaria, espigas de milho, substrato de cogumelo, bagaço de cana-de-açúcar.

Materiais moldados: Briquetes de carvão, blocos de serragem, toras de madeira, toras de bambu.

II. Fluxo completo do processo do forno de carbonização
Os processos variam conforme o modelo do forno, mas o princípio básico é o mesmo. Abaixo, explicamos o funcionamento dos dois modelos mais comuns: forno de carbonização contínuo e forno de carbonização por batelada (suspenso).

(1) Fluxo do forno de carbonização contínuo
É o equipamento mais utilizado atualmente, com operação totalmente automatizada desde a alimentação até a descarga do carvão.

Etapa 1: Preparo e alimentação da matéria-prima
Pré-processamento: Alguns materiais precisam ser triturados até obter granulometria adequada (entre 5 e 50 mm).

Secagem: O teor de umidade da matéria-prima deve ser mantido abaixo de 15% para garantir uma boa carbonização.

Alimentação contínua: A matéria-prima é inserida no forno de forma ininterrupta por meio de alimentador helicoidal.

Etapa 2: Carbonização e pirólise O processo dentro do forno é dividido em três zonas de temperatura:

Zona de secagem: Inferior a 160 °C – remoção da umidade da matéria-prima.

Zona de pré-carbonização: 160 °C a 280 °C – início da pirólise e liberação de pequena quantidade de gases.

Zona de carbonização total: 300 °C a 650 °C – decomposição completa da lignina e celulose, gerando carvão vegetal, alcatrão e gases combustíveis.

Etapa 3: Recuperação e aproveitamento de subprodutos
Coleta de gases de exaustão: Captura de gases combustíveis como monóxido de carbono, metano e hidrogênio gerados durante a carbonização.

Purificação e separação: Os gases passam por aspersão, resfriamento e purificação para separar alcatrão e vinagre de madeira.

Reutilização de gases combustíveis: Os gases purificados são encaminhados para a câmara de combustão e servem como fonte de calor do forno, tornando o sistema autossustentável.

Esse sistema permite a produção conjunta de carvão, gás e óleo, eliminando totalmente os problemas de poluição dos processos tradicionais de carbonização.

Etapa 4: Resfriamento e descarga do carvão
Descarga contínua: O carvão carbonizado é retirado pela parte inferior do forno de forma ininterrupta.

Resfriamento: O carvão é resfriado em máquina de descarga refrigerada, evitando degradação por oxidação em alta temperatura.

Embalagem e armazenamento: O carvão já resfriado pode ser ensacado e armazenado diretamente.

(2) Fluxo do forno de carbonização por batelada (suspenso)
Indicado para carbonizar materiais em blocos ou toras moldadas. Seguem os passos de operação:

Carregamento Coloque blocos de serragem (com comprimento ideal de 40 a 50 cm) ou segmentos de madeira/bambu na câmara interna do forno, geralmente em 2 a 3 camadas. Também é possível acomodar briquetes produzidos em briquetadeira.

Vedaçao Feche a tampa da câmara interna e adicione uma camada de areia de rio com espessura superior a 3 cm no sulco do revestimento do forno para garantir vedação total. Instale termômetro para monitorar a temperatura.

Ignição e aquecimento Feche todas as válvulas. Aqueça a base do forno com lenha ou gás. Mantenha fogo forte por 10 minutos até atingir cerca de 90 °C, depois reduza a chama para aquecimento lento. Durante o processo, mantenha a temperatura em elevação: permaneça entre 90 °C e 150 °C por no mínimo 7,5 horas, e entre 150 °C e 280 °C por no mínimo 2 horas.

Combustão circulante Quando a temperatura chegar a aproximadamente 235 °C, abra todas as válvulas e ligue o exaustor e a bomba de circulação. Os gases combustíveis gerados são recirculados para a base do forno e queimados, garantindo o aquecimento autônomo.

Fim da carbonização Quando a temperatura subir de 450 °C para 600 °C e depois começar a cair, a carbonização está quase concluída. Acompanhe a fumaça: ausência de fumaça → pouca fumaça → aumento da fumaça → pico de fumaça → redução da fumaça. Quando o volume de fumaça diminuir consideravelmente, o processo está finalizado.

Resfriamento e retirada do carvão Apague o fogo, feche as válvulas e retire a câmara interna do forno. Deixe resfriar em local bem ventilado até a temperatura ficar abaixo de 50 °C, depois retire o carvão pronto.

Equipamentos Auxiliares

Secador de tambor rotativo

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